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Pib do agronegócio se destaca

 

O IPEA projeta que o PIB do agronegócio vai crescer 2,5% em 2020. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expansão do setor deve ser de 2,3%.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou em 8 de agosto que o PIB do agronegócio brasileiro avançou 4,65% nos primeiros cinco meses do ano.

A Conab divulgou dia 25/08 que o Brasil pode colher 278,7 milhões de toneladas de grãos, o que representa um aumento de 8%. Desse total, 95% do volume vem da produção de milho, soja, algodão, arroz e feijão.

Uma das razões para este desempenho destoante tem a ver com o quadro macroeconômico da China hoje. Para repor os plantéis de porcos perdidos em 2019 durante a epidemia de peste suína africana, os chineses devem consumir muito milho moído e farelo de soja, que são utilizados na alimentação destes animais. Foram quase 7 milhões de suínos abatidos em toda a Ásia no ano passado.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, tendo sido responsável por 56% das exportações globais do grão em 2018, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O câmbio ajudou muito no primeiro semestre, porque o BC, mesmo com a quantidade de reservas de dólares à disposição, deixou a moeda flutuar. Em consequência, alguns produtos como a soja terão remuneração 20% acima do que tiveram no ano passado.

A partir de 2021 o importante é observar de que maneira a autoridade monetária irá atuar nessa realidade de juro real negativo, com a Selic em 2% ao ano, e a inflação próxima de 3%. Como o BC vai reagir diante de um juro abaixo da inflação? Se subir a Selic, pode prejudicar o mercado local e o agronegócio tem uma fatia significativa de vendas domésticas, em torno de 60% do total.

Para os frigoríficos com ações negociadas em Bolsa como BRF, JBS, Marfrig e Minerva, o cenário também é bom, pois os asiáticos ainda precisam de muita carne para compensar as perdas de 2019, trazendo resultados bastante sólidos.

Ogrande destaque mesmo foi da Marfrig, que teve lucro de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2020, contra R$ 87 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia foi de R$ 4,07 bilhões e a receita líquida atingiu R$ 18,9 bilhões.

Mesmo o setor sucroalcooleiro, que tem um cenário menos positivo que os demais, teve pontos positivos no trimestre, mas a retomada efetiva desse setor se dará em 2021.

Dados: Infomoney / Conab

 

 

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